Todo ano é ano de vestibular, mas esse é o meu ano. Não só meu; de muitos outros também. Durante esses - quase- 12 meses, vi pessoas mudando e reencontrando profissões e futuros. É tudo indeciso, numa fase indecisa e complicada. Ninguém sabe se realmente quer se tornar adulto. Acho que nunca deveríamos. Porém, posso dizer que me mantive na mesma meta por todo esse tempo. Não digo esses 12 meses, mas sim esses 17 anos; exagero da minha parte.Desde pequena eu escuto que deveria ser artista (plástica). Não nessas exatas palavras. Recebi muito apoio e devo essa minha paixão - a de produzir "arte", no modo normal e no ingênuo - a todos eles e ,principalmente, a minha mãe. Mas, às vezes me incomodo quando me chamam de artista. Soa completamente diferente de 'matemático' , 'engenheiro' ou 'químico'. Afinal, isso são profissões que se desenvolvem com o aprendizado e estudo. Porém, o fato de ser artista - não no sentido produtivo, mas no prático - é algo que nós já somos, nascemos assim. Alguns se voltam para a prática, pro concreto. Outros o tornam na arte de sentir, de aconselhar, de ensinar. O que falta para alguns é saber usar os olhos, ouvir com os ouvidos e saber dosar as palavras com os lábios.
Digo tudo isso pelo fato de que perderei algumas amizades e construirei novas ano que vem. Sou bem realista nesse ponto; temos de ser. Porém, não direi adeus a essas pessoas. É querer determinar os fatos, o destino, de uma forma exagerada.
Na verdade, acho que falta arte no mundo. Arte visual, sentimental, de palavras, de melodia, de toque. As pessoas precisam enxergar este lado delas mesmas. Afinal, nas minhas palavras - sem querer parecer metida - "a arte enobrece o ser".
Na verdade, acho que falta arte no mundo. Arte visual, sentimental, de palavras, de melodia, de toque. As pessoas precisam enxergar este lado delas mesmas. Afinal, nas minhas palavras - sem querer parecer metida - "a arte enobrece o ser".