11 Fevereiro, 2009

Querida Maria,

É fato que, durante dias, eu tentei me enganar e me ocupar para que esta carta não fosse escrita. Quando me encontro sozinha ou vazia de pensamentos, lembro-me de você. Não encare isto como um ato, por exagero do adjetivo, romântico. Lembro de fragmentos que você deixara por aqui; na minha vida. Às vezes, eles me afastam o sono e, até mesmo, minha sanidade. Porém, apesar destas consequências, devo dizer que o tempo que você tornou-se presente foi de extrema e exuberante alegria. Com você perto de mim, eu pude, por breves instantes, alcançar algo maior que meus objetivos. Acho que relaciona-se com o ego ou a psicologia social; não sei.
Entretanto, agora você pode pensar e, até mesmo, hipotetizar que eu sinto sua falta. Seria falsidade se eu dissesse que não fiz o mesmo. Mas, sinto-me mais segura e tranquila, no momento atual ou no período de tempo em que aqui escrevo meus pensamentos e sentimentos acerca de você, ao pensar que você fora algo passageiro; só. Agoramente, ocorreu-me a vontade de rasurar as frases do parágrafo acima. Você não merece elogios ou, por falta de um termo melhor, complementos.
Então, digo-lhe que desprezo-te não só como pessoa mas também pelas horas que você me retirou. Não te desejo o pior; isso você já o fez para mim. Simplesmente, quero terminar esta relação. Devemos nos afastar, ato que deveríamos ter feito desde o início, e deixar que o pesar dos anos nos traga o esquecimento.

Sem remorsos,

V.C.

2 comentários:

Fabio disse...

nossa,nao tenho nem oq comentar

Sally disse...

teu caso gay é? =| TRAINDO O FABIO SAFADA?!?!?
aiuheuia
olha, ficou fera, direto E formal =o direto e formal, que lindo isso!
gostoso de ler =]